terça-feira, 31 de março de 2009

Oralidade e Letramento

O texto discute as relações entre fala e escrita, oralidade e letramento, mostrando que tais concepções divergem em seu conteúdo e objetivo. Longe de serem imutáveis e intrínsecos, tais conceitos mostram-se heterogêneos e propensos a mudanças, adaptando-se ao uso, e não às regras. A fala não deve ser relacionada à escrita enquanto progenitora desta, mas como sua aliada, vertente de uma mesma língua, modalidade comunicativa. Neste aspecto, o texto propõe que escrita e fala estão fortemente fincadas na sociedade, não sendo uma mais importante do que a outra, uma vez que a escrita detém maior prestígio, mas é a fala que monopoliza o cenário popular. É importante ressaltar a diferenciação dada a letramento, alfabetização e escolarização para que se perceba quão atreladas escrita e fala estão. Numa análise mais profunda, têm-se quatro perspectivas a cerca do tema, sendo elas: dicotomia (escrita e fala são independentes e contínuas); culturalista (língua e cultura estão ligadas); variacionista (desempenho bidialetal da língua) e sociointeracionista (perspectiva dinâmica da língua). Por fim, o autor explicita que a descontinuidade da fala e da escrita assumem um caráter quase que de fusão, muitas vezes confundindo-se, motivo pelo qual não se pode separá-los.

Aulas dos dias 24/03 e 26/03

No dia 24/03, acabamos e discutimos uma atividade sobre dialogismo, interpretando recursos dialógicos e "níveis de dialogismo" em alguns textos. Além disso, discutimos um pouco sobre "Oralidade e Tratamento", tema estudado em casa. Na aula seguinte, do dia 26/03, eu faltei e ainda não tive a oportunidade de perguntar o assunto da aula com mais detalhes.

Aulas dos dias 17/03 e 19/03

A aula do dia 17/03 foi trabalhada em cima da questão da interação verbal, apoiada no texto previamente lido pelos alunos. Foram analisadas as características das interações, as condições para que ela ocorra sua ocorrência, bem como os tipos de interação. Aprendemos que nem sempre há interação, motivo pelo qual critérios as classificam como tal. Na aula seguinte 19/03), discutimos "Dialogismo", explanando-se que toda interação é um diálogo (ainda que seja um monólogo) e pede uma resposta a outro enunciado.

Aulas dos dias 10/03 e 12/03

Na aula do dia 10/03, foi resolvido o questionário a cerca de contexto, enunciado e enunciação. Além disso, tivemos uma breve explanação a cerca da Retórica. O aprofundamento deste último tema deu-se na aula do dia 12/03, através de questões baseadas no texto "O poder da Retórica". Nesta aula, houve um grande debate a cerca da dominação (ou não) cultural americana sobre o Brasil.

terça-feira, 10 de março de 2009

O poder da retórica

O texto aborda, através de uma explanação histórica, a importância do uso da retórica para as relações sociais, bem como seu poder de persuasão perante os diferentes grupos. Com sua origem na Grécia e seu aperfeiçoamento/uso efetivo em Roma, a retórica foi, cada vez mais, atrelando-se à escrita, motivo pelo qual seu estudo dentro da comunicação foi tornando-se mais importante. Desde os sofistas, o poder da língua falada revela sua importância, porém é no Império Romano que ela atinge seu apogeu, devido à demasiada importância da vida privada e ao interesse no controle psicológico das massas conquistadas (alienação a partir da crença de que Roma era superior). Determinadas tais origens, o texto faz um paralelo com o nascimento da noção de informação a partir da percepção, moderna para a época, dos múltiplos sentidos das palavras, bem como do uso de técnicas advindas da própria Roma e dos territórios tomados. Por fim, o texto traz a percepção de que, mesmo detentores da técnica, os romanos só fincam-se enquanto “geradores” da informação porque estiveram, todo o tempo, cientes do “papel da informação na vida pública”. Roma foi, portanto, a mãe da informação, sua criadora e protetora máxima.

Aulas dos dias 03/03 e 05/03

A aula do dia 03/03 tratou, basicamente, da análise e do aprofundamento do texto "Concepções de língua, sujeito, texto e sentido". Foi feita uma explanação a cerca dos já mencionados tópicos, com a ajuda de slides. Através da leitura de cada aluno a respeito do questionário solicitado, direcionamos o estudo para os conceitos estudados previamente em casa (língua, sujeito, texto e sentido). Já na aula do dia 05/03 acabamos de estudar os conceitos fundamentais da disciplina, também através de slides. Foi solicitado mais um questionário, dessa vez direcionado para os conceitos de contexto, enunciado e enunciação.

terça-feira, 3 de março de 2009

Concepções de língua, sujeito, texto e sentido

O texto discorre a cerca das possíveis e diferentes interpretações de língua, sujeito, texto e sentido, embasando concepções dos mesmos e atrelando-os, buscando mostrar sua interdependência. Estabelecida tal vinculação, o sujeito será definido a partir do conceito estabelecido de língua, e texto e sentido a partir do conceito de sujeito. Assim, tem-se a língua enquanto representação do pensamento, estrutura ou lugar de interação, para as quais se coloca o sujeito como cartesiano (ativo), anônimo (passivo) ou interativo, respectivamente. O sujeito ativo é dono do seu pensamento, remete ao leitor aquilo que pensa e este tenta captá-lo à maneira como foi idealizado; o sujeito passivo crê que seu pensamento é fruto de suas verdades, mas é visto apenas como ponte para o que a sociedade pensa seja repassado; o sujeito interativo é uma mescla dos anteriores, simbolizando um equilíbrio entre ambos. Determinadas estas percepções, o texto pode ser a representação física do pensamento, o resultado de uma mensagem imposta ao sujeito ou uma interação. Os sentidos são múltiplos e dependerão do “onde procurar” do leitor, guiado pelas “pistas” deixadas pelo sujeito. Por fim, o texto trata estes elementos como peças de um jogo no qual o objetivo é transmitir uma mensagem, comunicar.