O texto discute as relações entre fala e escrita, oralidade e letramento, mostrando que tais concepções divergem em seu conteúdo e objetivo. Longe de serem imutáveis e intrínsecos, tais conceitos mostram-se heterogêneos e propensos a mudanças, adaptando-se ao uso, e não às regras. A fala não deve ser relacionada à escrita enquanto progenitora desta, mas como sua aliada, vertente de uma mesma língua, modalidade comunicativa. Neste aspecto, o texto propõe que escrita e fala estão fortemente fincadas na sociedade, não sendo uma mais importante do que a outra, uma vez que a escrita detém maior prestígio, mas é a fala que monopoliza o cenário popular. É importante ressaltar a diferenciação dada a letramento, alfabetização e escolarização para que se perceba quão atreladas escrita e fala estão. Numa análise mais profunda, têm-se quatro perspectivas a cerca do tema, sendo elas: dicotomia (escrita e fala são independentes e contínuas); culturalista (língua e cultura estão ligadas); variacionista (desempenho bidialetal da língua) e sociointeracionista (perspectiva dinâmica da língua). Por fim, o autor explicita que a descontinuidade da fala e da escrita assumem um caráter quase que de fusão, muitas vezes confundindo-se, motivo pelo qual não se pode separá-los.
terça-feira, 31 de março de 2009
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