sexta-feira, 5 de junho de 2009

Aulas dos dias 02/05 e 04/05

Apresentação dos trabalhos. Alguns alunos visitaram alunos a partir da 5a série, mostrando a influência da mídia em nossas vidas. Outros, fizeram um trabalho escrito, aprofundando algum conteúdo já trabalhado em sala.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Aulas dos dias 26/05 e 28/05

Na aula de hoje, iniciamos com uma explanação bastante objetiva a cerca da reforma ortográfica. Verificamos o que foi, como funcionou e as principais mudanças que trouxe. Depois, fomos à frente da sala e falamos um pouco das dissertações que corrigimos, mostrando os pontos positivos e negativos da leitura que foi feita por cada um. Quinta-feira não haverá aula.

Tipologia de Discursos

As duas vertentes de discurso apontadas pelo autor do texto “A ação dos verbos introdutores de opinião” encontram-se um tanto quanto obsoletas, e isso é facilmente percebido. Por ter sido escrito em uma época turbulenta como foi a ditadura militar no Brasil, a tipologia de discursos definida (Discursos do Poder e Discursos Populares) é fortemente influenciada por esse contexto. Ademais, o correr dos anos moldou uma realidade diferente, e, portanto, acho necessário redefinir os tipos de discurso.
Uma visão geral da conjuntura atual revela, a meu ver, três grandes influências para a sociedade: a mídia, a política e o povo. Acho coerente que se perceba quão fortemente elas agem na vinculação de uma informação e/ou opinião. Por isso, defini três tipos de discurso: Discursos da Mídia, Discursos dos Partidos e Discursos Populares. Procurei discernir com clareza o uso específico de alguns verbos para cada discurso, enfatizando a influência e o público que cada vertente busca atingir.
Os Discursos da Mídia são representados pelos veículos de comunicação, e aí se encaixam desde outdoors e panfletos aos grandes meios, como a televisão, os jornais e o rádio. Neste tipo, vejo o claro intuito de persuasão. Mais que informar, a mídia quer convencer seu ouvinte/leitor de algo. Não que os outros discursos não o pratiquem, mas aqui percebo o convencimento como um objetivo que ultrapassa a grande função atribuída à mídia: informar. São comuns verbos no imperativo, bem como pouco uso de formas que possam trazer dúvidas. Têm-se: declarar, confirmar, trazer, confirmar, ao passo que verbos como sugerir, considerar, lembrar são praticamente esquecidos.
Também com o forte intuito de convencimento, os Discursos dos Partidos beiram a “propaganda enganosa”, isso quando não são sua representante máxima. Apesar das construções enfáticas como prometer, estar certo de, comprometer-se, pedir, acreditar, a verdade nem sempre é prioridade, o que os torna discursos frouxos, pouco convincentes e dúbios.
Ausente um objetivo claro, os Discursos Populares são quase que totalmente opinativos. Portanto, o relato das opiniões deve ser imparcial e sem compromisso com a veracidade do que é dito, posto que se trata apenas de uma exposição do pensamento de alguém. Cabe ao leitor/ouvinte concordar ou não. São comuns: dizer, achar, contar, gostar, pensar.

Aulas dos dias 18/05, 19/05 e 21/05

Na segunda-feira, trabalhamos com uma ficha repleta de notícias e manchetes, através das quais pudemos trabalhar os conceitos e as aplicações de "pressuposto" e "subentendido". Na segunda data, foi trabalhado o conteúdo de "A ação dos verbos introdutores de opinião", texto já resumido e do qual faremos uma tipologia de discursos, a fim de melhorar os definidos anteriormente pelo autor. Na última aula, com uma apresentação de slides, falamos um pouco sobre os atos de fala, e também corrigimos as dissertações dos colegas de classe sobre o tema "Qual o papel da mídia?".

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Qual o papel da mídia?

Provavelmente Gutemberg, ao inventar a imprensa em 1450, não deve ter imaginado as proporções que sua criação viria a tomar séculos mais tarde. Do contrário, teria se arrependido no instante em que a fez. Os meios de comunicação tornaram-se independentes, e ainda que tal autonomia implique consequências devastadoras, a barganha midiática é irredutível.
Segundo o dicionário, comunicação é o ato ou o efeito de “tornar comum, fazer saber”. Entretanto, cabe a pergunta: tornar comum o quê? O desempenho da mídia, a cada dia, confunde-se mais com o papel de uma empresa que, na ânsia do lucro, opta por vertentes nem sempre coerentes com a qualidade da substância a ser informada. Sensibilizada pela ausência de conteúdo, a sociedade do consumo é vítima da alienação, do desinformar e da demência.
Há que se perguntar se a mídia não se está apenas agindo guiada pelo princípio da sobrevivência. Entretanto, no instante em que esse instinto transforma-se em oportunismo, o questionamento vira crítica, e atitudes devem ser tomadas. Os canais de comunicação são veículos privados e, como qualquer órgão capitalista, visam ao ganho. Portanto, sua responsabilidade com o conteúdo propagado é questionável e, na maioria dos casos, condenada. O povo ovaciona programas débeis, ilustra personalidades com forma, mas sem conteúdo, sem mencionar a idolatria cega. Em meio a um bombardeamento de “informações” vagas, não há como pedir da sociedade uma visão crítica, posto que a formação desta está, obviamente, vinculada aos meios de informação, corrompidos.
O grande problema não se encontra no convívio entre boa e má informação, mas no predomínio da segunda, usado com o intuito de bestear a população para que esta não se torne ciente e crítica das situações que a cercam. A mídia dá ao povo o que o povo quer. Mais que isso: induz as pessoas a quererem o que ainda não desejam. Isso não é tornar comum, fazer saber, estabelecer entendimento; é assumir para si o protagonismo na alienação das massas.
Talvez seja utópica a mudança de postura dos veículos midiáticos, mas estar consciente de sua manipulação já é um grande começo. Destarte, o papel da mídia pode estar invertido e maquiado, mas sua essência é clara: informar.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Ação dos Verbos Introdutores de Opinião

Utilizando-se de uma explanação didática e bastante coesa, o texto trata da função que os verbos exercem enquanto introdutores de opinião. Partindo da premissa de que a imparcialidade é utópica, a simples escolha de um verbo já determina a posição de quem escreve perante o acontecimento, segundo o autor. Este define quatro formas de relatar opiniões: através de verbos, de nominalizações, de construções adverbiais ou de dois pontos/aspas. Destaca a relevância da paráfrase ao mostrar que as interpretações podem ser reveladas de forma implícita, explícita ou pela seleção da informação, o que caracteriza influência e manipulação (intencional ou não). Uma vez que o mesmo discurso pode levar a relatos diversos, os discursos são divididos em discursos do poder e discursos populares, numa tentativa de definir os posicionamentos de quem escreve, influenciados por suas ideologias. Posteriormente, o autor classifica os verbos segundo suas funções, ao tentar caracterizar a intenção do sujeito que escreve ao optar por determinado verbo, que não necessariamente fará jus à opinião original do emissor. Por fim, o autor assinala para a necessidade de penetrar mais no que não foi dito do que naquilo que se expôs como dito, uma vez que as notícias são recortadas e remontadas.

domingo, 17 de maio de 2009

Aulas dos dias 12/05 e 14/05

Na aula de terça-feira, demos continuidade às apresentações dos capítulos de "Miséria do Jornalismo Brasileiro". As discussões foram interessantes, e senti que dessa vez as pessoas estavam mais envolvidas nas discussões. Foi bastante proveitoso. Na segunda aula, iniciamos o assunto "Implícitos Linguísticos", numa apresentação de slides, como usual. Vimos que sempre assumimos certos assuntos como de propriedade daqueles que lêem, daí o próprio nome do conteúdo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Aulas dos dias 05/05 e 07/05

Na terça-feira, houve uma aula expositiva a cerca de ethos, pathos e logos, na qual pudemos entender um pouco mais a cerca de COMO um texto pode ser escrito, apresentado e interpretado. Na segunda aula dessa semana, iniciaram-se as apresentações sobre os capítulos de "A Miséria do Jornalismo Brasileiro", livro bastante intrigante, mas com um quê de anti-ética e frustração.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Aulas dos dias 21/04, 23/04, 28/04 e 30/4

Feriado na primeira data e viagem do professor nas seguintes.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Aulas dos dias 14/04 e 16/04

Na terça, estudamos as Leis do Discurso/Máximas Conversacionais, através das quais vimos os direcionamentos mais coerentes a serem dados no encaminhamento de um matéria, notícia, etc. No dia 16/04, assistimos a um "filme", sobre ética, jornalismo e literatura, entre outros; depois fizemos um interessante debate a cerca do tema abortado no filme.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Aulas dos dias 07/04 e 09/04

Prova no dia 07/04 e feriado na segunda data.

Aulas dos dias 31/03 e 02/04

Na primeira aula, discutiu-se o texto "Oralidade e Letramento", criticando e elogiando as quatro perspectivas sobre o tema (dicotômica, culturalista, variacionista e interacionista). No dia 02/04, abordamos o livro previamente lido, "Ilusões Perdidas"; o professor fez chamada oral e tivemos a oportunidade de discutir os assuntos mais importantes do livro.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ilusões Perdidas

O livro narra a interessante história de Lucien, jovem escritor que resolve tentar a vida em Paris, desenganado pela falta de oportunidades no interior onde vive. Após o fracasso com a tentativa de venda de seus livros, bem como um amor mal acabado, o personagem resolve enveredar pela profissão de jornalista, assumindo riscos previstos por seus amigos. Mulheres e livros são apenas algumas das muitas frustrações e ilusões que se apresentarão à vida do ingênuo Lucien.
O próprio título do livro já retrata muito sobre o que se vai ler, uma vez que o cerne da história baseia-se em realidades ilusórias para o protagonista, que nada se torna além de mera marionete, persuadida por falsos encantos. Ao discorrer a cerca da jornada do protagonista, Balzac retrata, de forma crua e direta, a realidade dos bastidores do jornalismo no séc. XIX, desiludindo muitos daqueles que pretendem seguir a profissão. Desmascarando os interesses por trás de cada linha de uma matéria e como os posicionamentos e opiniões podem mudar através de um simples tilintar de moedas, a faceta jornalística é rapidamente transformada em algo antiético e, por que não dizer, inescrupuloso.
Personagens oportunistas, vaidosos e guiados por seus instintos mais egoístas pintam um quadro bastante intrigante perante a comunicação. Profissionais cujo objetivo principal volta-se para a instrução, para o comunicar, tornam-se ferramentas maleáveis segundo os objetivos e interesses dos mais poderosos. Balzac suscita, através do perfil de seus personagens, o verdadeiro (para a época) caráter do jornalista, que na verdade se vale da sua retórica para manipular seus leitores.
Apesar de louvável o escancarar da profissão proposto por Balzac, há de se perceber que o contexto e a época mudaram, e com eles certos posicionamentos que não cabem mais em uma sociedade letrada e instruída. Há, indubitavelmente, aqueles profissionais que fogem à ética e se usam de artifícios segundo os seus interesses ou de terceiros, mas isso ocorre em qualquer ofício, embora o jornalismo adquira uma conotação mais séria, dado o caráter informativo da profissão. Portanto, é importante que se esteja atento aos deslizes de jornalistas e escritores incoerentes com o seu serviço, mas não se deve generalizar de tal forma a pô-los em um patamar tão baixo a ponto de não haver espaço para os que assumem uma postura séria com a profissão.

terça-feira, 31 de março de 2009

Oralidade e Letramento

O texto discute as relações entre fala e escrita, oralidade e letramento, mostrando que tais concepções divergem em seu conteúdo e objetivo. Longe de serem imutáveis e intrínsecos, tais conceitos mostram-se heterogêneos e propensos a mudanças, adaptando-se ao uso, e não às regras. A fala não deve ser relacionada à escrita enquanto progenitora desta, mas como sua aliada, vertente de uma mesma língua, modalidade comunicativa. Neste aspecto, o texto propõe que escrita e fala estão fortemente fincadas na sociedade, não sendo uma mais importante do que a outra, uma vez que a escrita detém maior prestígio, mas é a fala que monopoliza o cenário popular. É importante ressaltar a diferenciação dada a letramento, alfabetização e escolarização para que se perceba quão atreladas escrita e fala estão. Numa análise mais profunda, têm-se quatro perspectivas a cerca do tema, sendo elas: dicotomia (escrita e fala são independentes e contínuas); culturalista (língua e cultura estão ligadas); variacionista (desempenho bidialetal da língua) e sociointeracionista (perspectiva dinâmica da língua). Por fim, o autor explicita que a descontinuidade da fala e da escrita assumem um caráter quase que de fusão, muitas vezes confundindo-se, motivo pelo qual não se pode separá-los.

Aulas dos dias 24/03 e 26/03

No dia 24/03, acabamos e discutimos uma atividade sobre dialogismo, interpretando recursos dialógicos e "níveis de dialogismo" em alguns textos. Além disso, discutimos um pouco sobre "Oralidade e Tratamento", tema estudado em casa. Na aula seguinte, do dia 26/03, eu faltei e ainda não tive a oportunidade de perguntar o assunto da aula com mais detalhes.

Aulas dos dias 17/03 e 19/03

A aula do dia 17/03 foi trabalhada em cima da questão da interação verbal, apoiada no texto previamente lido pelos alunos. Foram analisadas as características das interações, as condições para que ela ocorra sua ocorrência, bem como os tipos de interação. Aprendemos que nem sempre há interação, motivo pelo qual critérios as classificam como tal. Na aula seguinte 19/03), discutimos "Dialogismo", explanando-se que toda interação é um diálogo (ainda que seja um monólogo) e pede uma resposta a outro enunciado.

Aulas dos dias 10/03 e 12/03

Na aula do dia 10/03, foi resolvido o questionário a cerca de contexto, enunciado e enunciação. Além disso, tivemos uma breve explanação a cerca da Retórica. O aprofundamento deste último tema deu-se na aula do dia 12/03, através de questões baseadas no texto "O poder da Retórica". Nesta aula, houve um grande debate a cerca da dominação (ou não) cultural americana sobre o Brasil.

terça-feira, 10 de março de 2009

O poder da retórica

O texto aborda, através de uma explanação histórica, a importância do uso da retórica para as relações sociais, bem como seu poder de persuasão perante os diferentes grupos. Com sua origem na Grécia e seu aperfeiçoamento/uso efetivo em Roma, a retórica foi, cada vez mais, atrelando-se à escrita, motivo pelo qual seu estudo dentro da comunicação foi tornando-se mais importante. Desde os sofistas, o poder da língua falada revela sua importância, porém é no Império Romano que ela atinge seu apogeu, devido à demasiada importância da vida privada e ao interesse no controle psicológico das massas conquistadas (alienação a partir da crença de que Roma era superior). Determinadas tais origens, o texto faz um paralelo com o nascimento da noção de informação a partir da percepção, moderna para a época, dos múltiplos sentidos das palavras, bem como do uso de técnicas advindas da própria Roma e dos territórios tomados. Por fim, o texto traz a percepção de que, mesmo detentores da técnica, os romanos só fincam-se enquanto “geradores” da informação porque estiveram, todo o tempo, cientes do “papel da informação na vida pública”. Roma foi, portanto, a mãe da informação, sua criadora e protetora máxima.

Aulas dos dias 03/03 e 05/03

A aula do dia 03/03 tratou, basicamente, da análise e do aprofundamento do texto "Concepções de língua, sujeito, texto e sentido". Foi feita uma explanação a cerca dos já mencionados tópicos, com a ajuda de slides. Através da leitura de cada aluno a respeito do questionário solicitado, direcionamos o estudo para os conceitos estudados previamente em casa (língua, sujeito, texto e sentido). Já na aula do dia 05/03 acabamos de estudar os conceitos fundamentais da disciplina, também através de slides. Foi solicitado mais um questionário, dessa vez direcionado para os conceitos de contexto, enunciado e enunciação.

terça-feira, 3 de março de 2009

Concepções de língua, sujeito, texto e sentido

O texto discorre a cerca das possíveis e diferentes interpretações de língua, sujeito, texto e sentido, embasando concepções dos mesmos e atrelando-os, buscando mostrar sua interdependência. Estabelecida tal vinculação, o sujeito será definido a partir do conceito estabelecido de língua, e texto e sentido a partir do conceito de sujeito. Assim, tem-se a língua enquanto representação do pensamento, estrutura ou lugar de interação, para as quais se coloca o sujeito como cartesiano (ativo), anônimo (passivo) ou interativo, respectivamente. O sujeito ativo é dono do seu pensamento, remete ao leitor aquilo que pensa e este tenta captá-lo à maneira como foi idealizado; o sujeito passivo crê que seu pensamento é fruto de suas verdades, mas é visto apenas como ponte para o que a sociedade pensa seja repassado; o sujeito interativo é uma mescla dos anteriores, simbolizando um equilíbrio entre ambos. Determinadas estas percepções, o texto pode ser a representação física do pensamento, o resultado de uma mensagem imposta ao sujeito ou uma interação. Os sentidos são múltiplos e dependerão do “onde procurar” do leitor, guiado pelas “pistas” deixadas pelo sujeito. Por fim, o texto trata estes elementos como peças de um jogo no qual o objetivo é transmitir uma mensagem, comunicar.