sexta-feira, 5 de junho de 2009
Aulas dos dias 02/05 e 04/05
terça-feira, 26 de maio de 2009
Aulas dos dias 26/05 e 28/05
Tipologia de Discursos
Uma visão geral da conjuntura atual revela, a meu ver, três grandes influências para a sociedade: a mídia, a política e o povo. Acho coerente que se perceba quão fortemente elas agem na vinculação de uma informação e/ou opinião. Por isso, defini três tipos de discurso: Discursos da Mídia, Discursos dos Partidos e Discursos Populares. Procurei discernir com clareza o uso específico de alguns verbos para cada discurso, enfatizando a influência e o público que cada vertente busca atingir.
Os Discursos da Mídia são representados pelos veículos de comunicação, e aí se encaixam desde outdoors e panfletos aos grandes meios, como a televisão, os jornais e o rádio. Neste tipo, vejo o claro intuito de persuasão. Mais que informar, a mídia quer convencer seu ouvinte/leitor de algo. Não que os outros discursos não o pratiquem, mas aqui percebo o convencimento como um objetivo que ultrapassa a grande função atribuída à mídia: informar. São comuns verbos no imperativo, bem como pouco uso de formas que possam trazer dúvidas. Têm-se: declarar, confirmar, trazer, confirmar, ao passo que verbos como sugerir, considerar, lembrar são praticamente esquecidos.
Também com o forte intuito de convencimento, os Discursos dos Partidos beiram a “propaganda enganosa”, isso quando não são sua representante máxima. Apesar das construções enfáticas como prometer, estar certo de, comprometer-se, pedir, acreditar, a verdade nem sempre é prioridade, o que os torna discursos frouxos, pouco convincentes e dúbios.
Ausente um objetivo claro, os Discursos Populares são quase que totalmente opinativos. Portanto, o relato das opiniões deve ser imparcial e sem compromisso com a veracidade do que é dito, posto que se trata apenas de uma exposição do pensamento de alguém. Cabe ao leitor/ouvinte concordar ou não. São comuns: dizer, achar, contar, gostar, pensar.
Aulas dos dias 18/05, 19/05 e 21/05
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Qual o papel da mídia?
Provavelmente Gutemberg, ao inventar a imprensa em 1450, não deve ter imaginado as proporções que sua criação viria a tomar séculos mais tarde. Do contrário, teria se arrependido no instante em que a fez. Os meios de comunicação tornaram-se independentes, e ainda que tal autonomia implique consequências devastadoras, a barganha midiática é irredutível.
Segundo o dicionário, comunicação é o ato ou o efeito de “tornar comum, fazer saber”. Entretanto, cabe a pergunta: tornar comum o quê? O desempenho da mídia, a cada dia, confunde-se mais com o papel de uma empresa que, na ânsia do lucro, opta por vertentes nem sempre coerentes com a qualidade da substância a ser informada. Sensibilizada pela ausência de conteúdo, a sociedade do consumo é vítima da alienação, do desinformar e da demência.
Há que se perguntar se a mídia não se está apenas agindo guiada pelo princípio da sobrevivência. Entretanto, no instante em que esse instinto transforma-se em oportunismo, o questionamento vira crítica, e atitudes devem ser tomadas. Os canais de comunicação são veículos privados e, como qualquer órgão capitalista, visam ao ganho. Portanto, sua responsabilidade com o conteúdo propagado é questionável e, na maioria dos casos, condenada. O povo ovaciona programas débeis, ilustra personalidades com forma, mas sem conteúdo, sem mencionar a idolatria cega. Em meio a um bombardeamento de “informações” vagas, não há como pedir da sociedade uma visão crítica, posto que a formação desta está, obviamente, vinculada aos meios de informação, corrompidos.
O grande problema não se encontra no convívio entre boa e má informação, mas no predomínio da segunda, usado com o intuito de bestear a população para que esta não se torne ciente e crítica das situações que a cercam. A mídia dá ao povo o que o povo quer. Mais que isso: induz as pessoas a quererem o que ainda não desejam. Isso não é tornar comum, fazer saber, estabelecer entendimento; é assumir para si o protagonismo na alienação das massas.
Talvez seja utópica a mudança de postura dos veículos midiáticos, mas estar consciente de sua manipulação já é um grande começo. Destarte, o papel da mídia pode estar invertido e maquiado, mas sua essência é clara: informar.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
A Ação dos Verbos Introdutores de Opinião
domingo, 17 de maio de 2009
Aulas dos dias 12/05 e 14/05
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Aulas dos dias 05/05 e 07/05
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Aulas dos dias 21/04, 23/04, 28/04 e 30/4
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Aulas dos dias 14/04 e 16/04
terça-feira, 14 de abril de 2009
Aulas dos dias 31/03 e 02/04
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Ilusões Perdidas
O livro narra a interessante história de Lucien, jovem escritor que resolve tentar a vida em Paris, desenganado pela falta de oportunidades no interior onde vive. Após o fracasso com a tentativa de venda de seus livros, bem como um amor mal acabado, o personagem resolve enveredar pela profissão de jornalista, assumindo riscos previstos por seus amigos. Mulheres e livros são apenas algumas das muitas frustrações e ilusões que se apresentarão à vida do ingênuo Lucien.
O próprio título do livro já retrata muito sobre o que se vai ler, uma vez que o cerne da história baseia-se em realidades ilusórias para o protagonista, que nada se torna além de mera marionete, persuadida por falsos encantos. Ao discorrer a cerca da jornada do protagonista, Balzac retrata, de forma crua e direta, a realidade dos bastidores do jornalismo no séc. XIX, desiludindo muitos daqueles que pretendem seguir a profissão. Desmascarando os interesses por trás de cada linha de uma matéria e como os posicionamentos e opiniões podem mudar através de um simples tilintar de moedas, a faceta jornalística é rapidamente transformada em algo antiético e, por que não dizer, inescrupuloso.
Personagens oportunistas, vaidosos e guiados por seus instintos mais egoístas pintam um quadro bastante intrigante perante a comunicação. Profissionais cujo objetivo principal volta-se para a instrução, para o comunicar, tornam-se ferramentas maleáveis segundo os objetivos e interesses dos mais poderosos. Balzac suscita, através do perfil de seus personagens, o verdadeiro (para a época) caráter do jornalista, que na verdade se vale da sua retórica para manipular seus leitores.
Apesar de louvável o escancarar da profissão proposto por Balzac, há de se perceber que o contexto e a época mudaram, e com eles certos posicionamentos que não cabem mais em uma sociedade letrada e instruída. Há, indubitavelmente, aqueles profissionais que fogem à ética e se usam de artifícios segundo os seus interesses ou de terceiros, mas isso ocorre em qualquer ofício, embora o jornalismo adquira uma conotação mais séria, dado o caráter informativo da profissão. Portanto, é importante que se esteja atento aos deslizes de jornalistas e escritores incoerentes com o seu serviço, mas não se deve generalizar de tal forma a pô-los em um patamar tão baixo a ponto de não haver espaço para os que assumem uma postura séria com a profissão.
terça-feira, 31 de março de 2009
Oralidade e Letramento
Aulas dos dias 24/03 e 26/03
Aulas dos dias 17/03 e 19/03
Aulas dos dias 10/03 e 12/03
terça-feira, 10 de março de 2009
O poder da retórica
O texto aborda, através de uma explanação histórica, a importância do uso da retórica para as relações sociais, bem como seu poder de persuasão perante os diferentes grupos. Com sua origem na Grécia e seu aperfeiçoamento/uso efetivo em Roma, a retórica foi, cada vez mais, atrelando-se à escrita, motivo pelo qual seu estudo dentro da comunicação foi tornando-se mais importante. Desde os sofistas, o poder da língua falada revela sua importância, porém é no Império Romano que ela atinge seu apogeu, devido à demasiada importância da vida privada e ao interesse no controle psicológico das massas conquistadas (alienação a partir da crença de que Roma era superior). Determinadas tais origens, o texto faz um paralelo com o nascimento da noção de informação a partir da percepção, moderna para a época, dos múltiplos sentidos das palavras, bem como do uso de técnicas advindas da própria Roma e dos territórios tomados. Por fim, o texto traz a percepção de que, mesmo detentores da técnica, os romanos só fincam-se enquanto “geradores” da informação porque estiveram, todo o tempo, cientes do “papel da informação na vida pública”. Roma foi, portanto, a mãe da informação, sua criadora e protetora máxima.
