Utilizando-se de uma explanação didática e bastante coesa, o texto trata da função que os verbos exercem enquanto introdutores de opinião. Partindo da premissa de que a imparcialidade é utópica, a simples escolha de um verbo já determina a posição de quem escreve perante o acontecimento, segundo o autor. Este define quatro formas de relatar opiniões: através de verbos, de nominalizações, de construções adverbiais ou de dois pontos/aspas. Destaca a relevância da paráfrase ao mostrar que as interpretações podem ser reveladas de forma implícita, explícita ou pela seleção da informação, o que caracteriza influência e manipulação (intencional ou não). Uma vez que o mesmo discurso pode levar a relatos diversos, os discursos são divididos em discursos do poder e discursos populares, numa tentativa de definir os posicionamentos de quem escreve, influenciados por suas ideologias. Posteriormente, o autor classifica os verbos segundo suas funções, ao tentar caracterizar a intenção do sujeito que escreve ao optar por determinado verbo, que não necessariamente fará jus à opinião original do emissor. Por fim, o autor assinala para a necessidade de penetrar mais no que não foi dito do que naquilo que se expôs como dito, uma vez que as notícias são recortadas e remontadas.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
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Ahhh, eu conheço ele sim!! Estudei um bocado de tempo com ele!! :) E as meninas que tu falasse ainda estudo com elas (menos Rebeca)!
ResponderExcluirÉ po, às vezes fico passada como tudo tá interligado! :O
Meu pai é professor no São Luís. :)